sexta-feira, 26 de junho de 2009

Trio é preso após sequestrar 2 vigilantes no Butantã, em São Paulo

SÃO PAULO - Três homens foram presos hoje acusados de sequestrar dois vigilantes no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Marcos César de Aguirre Joma, Rogério Cavaleiro e Cláudio José de Nicolai foram capturados na região do Butantã, zona oeste da capital, por policiais militares da Força Tática do 16º Batalhão. Eles foram detidos no local onde marcaram o pagamento do resgate com o chefe das vítimas. Elas não sofreram ferimentos. Um quarto sequestrador que participou do crime não havia sido preso até o fim da madrugada.

Para render as vítimas, os criminosos se identificaram como policiais. Segundo os reféns, um deles chegou a mostrar um distintivo e afirmou ser delegado. Os vigilantes Alexandre Andrade, de 37 anos, e Samir Madeira Bocker, de 20 anos, tomavam café em um posto de gasolina, no Itaim Bibi, quando foram abordados ontem à noite. Encapuzados, eles foram jogados dentro de uma caminhonete.

“Eu até questionei o motivo de tudo isso e eles falaram que queriam conversar com a gente. Mas daí já deu para perceber que era um sequestro”, disse Andrade. O chefe dos vigilantes tinha combinado de encontrá-los no posto e, quando chegou, viu a abordagem de longe. Cerca de meia hora depois do sequestro, os criminosos recolheram os celulares das vítimas e entraram em contato com o chefe delas, exigindo o pagamento de R$ 25 mil como resgate. A testemunha avisou a Polícia Militar (PM) e passou a negociar com os bandidos, orientada pelos policiais da Força Tática.

Nesta madrugada os policiais prenderam Marcos, de 48 anos, Rogério, de 36 anos, e Cláudio, de 37 anos, e libertaram Bocker, que estava em poder dos criminosos. Andrade foi encontrado em seguida, encapuzado, em uma praça próxima ao local da onde os criminosos foram presos. “Eles tinham me deixado lá um pouco antes e mandado eu não me mexer e não tirar o capuz da cabeça. Fiquei com medo de ter alguém me observando então fiquei quieto”, explicou Andrade.

Com os acusados, além da caminhonete, foram apreendidos uma arma e dois carregadores. O trio foi levado para a sede do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), onde o caso foi registrado.

Engano

As vítimas acreditam que os sequestradores tenham se enganado ao tomá-las como reféns. “Eles abordaram as pessoas erradas. Eles queriam dinheiro, mas a gente não tem”, afirmou Bocker. “Estou tremendo até agora”, confessou, já na delegacia. O vigilante disse que, assim como o amigo, permaneceu encapuzado durante todo o trajeto com os bandidos. “Quando tiraram o saco preto da minha cabeça, vi que era a polícia que estava lá”, afirmou.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vacina contra a gripe suína deve ser lançada em setembro pelo Instituto Butantã

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) querem utilizar culturas de células animais para produzir vacinas contra qualquer tipo de gripe. A nova técnica, que prescinde dos ovos, aceleraria a produção da vacina durante uma pandemia. A indústria farmacêutica Novartis, por exemplo, anunciou para setembro o lançamento de uma vacina específica contra a gripe suína produzida em culturas de células. Os primeiros testes clínicos com a nova vacina brasileira podem levar, no mínimo, dois ou três anos para começar. Até lá, o Centro de Pesquisas René Rachou, em Belo Horizonte (MG), e o laboratório público Bio-Manguinhos, no Rio, ligados à Fiocruz, pretendem estabelecer a tecnologia para iniciar a produção.

Até o fim do ano, o País, por meio do Instituto Butantã, pretende fabricar doses de vacina usando ovos de galinha. Segundo o gerente do Programa de Desenvolvimento de Vacinas Virais de Bio-Manguinhos, Marcos Freire, não há intenção de competir com o Butantã, que deve suprir a demanda do esforço nacional de imunização contra a gripe. “Em um primeiro momento, queremos apenas desenvolver a técnica no País”, explica Freire. “Seria usada em situações emergenciais: se houvesse uma nova pandemia, poderíamos produzir rápido uma vacina.” Se o protocolo estiver bem descrito, o pesquisador aposta que seria possível adaptar, em regime de urgência, fábricas usadas para a produção de outros biofármacos.

MÉTODO

O pesquisador Alexandre de Magalhães Vieira Machado, do Centro de Pesquisas René Rachou, aprendeu a técnica no Instituto Pasteur, de Paris, onde realizou seu doutorado. O método, conhecido como genética reversa, lança mão da biologia molecular para fabricar microrganismos com poucas chances de realizar uma infecção, mas capazes de estimular a resposta do nosso sistema de defesa. Os pesquisadores combinam o material genético do vírus pandêmico com o de um vírus inofensivo chamado PR8.

Como há controle estrito dos genes do vírus resultante, Machado argumenta que a técnica pode ser mais segura do que outros métodos de produção de vacinas. “Além disso, não precisaremos de um vírus desenvolvido lá fora”, pondera Freire para a vacina. “Teremos independência.” O pesquisador também aponta um ganho econômico: com um ovo, Bio-Manguinhos produz 400 doses de vacinas para febre amarela; na imunização contra a gripe, cada ovo processado corresponde a uma única dose. A cultura de células representaria uma solução com um rendimento maior.(AE)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Acusado de matar estudante da USP no Butantã é julgado em São Paulo

SÃO PAULO - Fábio Le Snechal Nanni, acusado de matar o estudante da Universidade de São Paulo (USP) Rafael Azevedo Fortes Alves, em 2005, está sendo julgado nesta quinta-feira no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. A decisão do 5º tribunal do Júri da Capital deve sair ainda hoje.

O julgamento começou às 10 horas. Quatro testemunhas de acusação e outras quatro de defesa já prestaram depoimento. Uma testemunha de defesa não compareceu porque está em viagem ao exterior. Fábio também foi ouvido. A defesa alega que o jovem sobre transtornos mentais.

O pai do estudante, Ricardo Fortes, acompanha o julgamento. Ele disse que o acusado, que era colega do filho, premeditou o crime. Na época, os dois tinham 21 anos e moravam em uma república no bairro do Butantã, próximo à Cidade Universitária. Os dois teriam discutido na noite anterior ao crime.

Rafael Fortes era estagiário da Rádio USP e foi esfaqueado dentro do estúdio, que fica no primeiro andar do antigo prédio da reitoria. Segundo testemunhas, Fábio, que era estudante do segundo ano de jornalismo, teria entrado na rádio e tido uma conversa com Rafael.

O estagiário falou baixo e foi esfaqueado quando se levantou para continuar seu trabalho. O agressor jogou a faca no chão e saiu correndo, mas foi detido por funcionários da USP. Rafael chegou a ser socorrido, mas morreu antes de receber atendimento médico.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Arraial da Paróquia Nossa Sra. dos Pobres, no Butantã

Com 42 anos de existência, a festa conta com 12 barracas, com comidas típicas e jogos. Doces, salgados, comidas típicas, vinho quente, quentão e muito mais para você se divertir no arraiá. A renda é revertida para manutenção da igreja.

Local:
Avenida Doutor Vital Brasil, 1185 - Butantã.
Telefone: 3726-2618

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sem PM no câmpus do Butantã, grevistas suspendem piquetes

SÃO PAULO - O câmpus da Universidade de São Paulo (USP) amanheceu nesta segunda-feira sem a presença da Polícia Militar. Em contrapartida, os funcionários em greve desde 5 de maio suspenderam temporariamente os piquetes para a reunião que ocorrerá às 14 horas na reitoria da universidade para discutir a pauta conjunta de reivindicações dos grevistas. O compromisso firmado entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) garantiu a trégua, mas apenas durante as negociações.

A assessoria de imprensa da USP informou que há uma disposição da universidade e do Cruesp para que a PM não volte, mas isso “dependerá dos próximos acontecimentos”. De acordo com o dirigente do Sintusp, Magno de Carvalho, os piquetes serão mantidos nos dias em que não houver negociação. “Estamos dispostos a negociar. Mas, se a polícia estiver no câmpus, não há negociação”, disse. “Queremos que a negociação avance porque, se não houver avanço, a radicalização será maior ainda”, alertou.

A concentração de grevistas das três estaduais começou ao meio-dia em frente à reitoria. Cerca de 600 pessoas estão no local para aguardar o início da reunião.

Para entreter os trabalhadores presentes, o  Sintusp organizou uma festa junina, com barraca de palhaço, quentão, pipoca e churrasco. A expectativa dos grevistas é positiva. “Acho que teremos notícias favoráveis. O momento está para os trabalhadores”, afirma o diretor do Sintusp de Piracicaba, Ony Rodrigues de Campos. De acordo com Alexandre Pariol, do Sintusp do câmpus do Butantã, são aguardadas cerca de oito mil pessoas. “Estamos otimistas. A reitora ofereceu negociação, tirou a polícia e nós tiramos o piquete. Todas as condições estão dadas.”

O resultado da reunião entre o Cruesp e o Fórum das Seis, que agrega os sindicatos de professores e funcionários, será discutido pelo Sintusp em assembleia amanhã, às 11 horas, quando eles decidirão se vão acatar a proposta do Cruesp.

Fonte: Estadao.com.br

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Exposição no Butantã: Arte Frágil, Resistência

Com fotografias, esculturas, vídeos e instalações de oito artistas franceses e nove brasileiros, a mostra propõe uma reflexão sobre temas ligados ao meio ambiente. Uma homenagem a Franz Krajcberg apresenta um conjunto de 13 esculturas produzidas no fim da década de 80.
Até 9 de Agosto, De terça a domingo, das 10h às 22h.
MAC (Museu de Arte Contemporânea)
Rua da Reitoria, 160 (Cidade Universitária (Butantã))
Tel: (11) 3091-3039
Ingressos: Grátis.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Exposição no Butantã: Um Mundo Sem Molduras

A exposição remete às narrativas dos sonhos e das fábulas, imersas na dinâmica da contemporaneidade. O conjunto de obras selecionado expõe os elementos essenciais da condição humana: desejo, insanidade, realidade, concretude, materialidade e sensibilidade. São obras marcadas pela incessante busca do romper limites - nesse caso, metaforicamente, as molduras. São cerca de 54 trabalhos de 24 artistas, com obras pertencentes ao Acervo MAC USP e de convidados.
Até 19 de Junho, De terça a sexta das 10 às 18 e aos sábados, domingos e feriados das 10 às 16 horas.
MAC (Museu de Arte Contemporânea)
Rua da Reitoria, 160 (Cidade Universitária (Butantã))
Tel: (11) 3091-3039
Ingressos: Grátis.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Passeata de universitários no Butantã termina sem confrontos

SÃO PAULO - Terminou sem grandes conflitos a manifestação organizada por alunos, professores e funcionários da USP, Unesp e Unicamp. Eles protestaram contra a presença da Polícia Militar no câmpus do Butantã. O ato começou em frente ao Masp, percorreu as Avenidas Paulista e Brigadeiro Luis Antônio e terminou no Largo São Francisco. Um homem foi detido por lançar do alto de um edifício um bolsa de gelo que atingiu uma estudante na esquina da Paulista e Brigadeiro. A estudante de Ciências Sociais,  identificada apenas como Natália, foi encaminhada para o Hospital Vergueiro e passa bem. Após o término da passeata, policiais militares apagaram o fogo ateado por manifestantes no meio da rua.

Parte do trânsito foi fechado das 13 às 15 horas. Uma comissão formada pela Polícia Militar, CET e grevistas cuidou da organização. Para o major Wanderley Barbosa Filho, responsável pela segurança do ato, tudo terminou dentro do planejado. “Houve colaboração dos manifestantes, acatando nossas orientações.” Aproximadamente 100 grevistas formaram um comitê de segurança para que os demais não invadissem as vias. Outros 220 policiais seguiram a passeata, enquanto 50 permaneciam no Largo São Francisco.

O objetivo do protesto era chamar a atenção para os conflitos ocorridos dentro do câmpus Butantã da USP nos últimos dias. Os manifestantes reclamam da falta de diálogo entre a reitora Suley Vilela e representantes da comunidade acadêmica e trabalhadora.

No entanto, nem todos entenderam os objetivos da passeata. “Quem é Suely?”, perguntaram Bruna Belem e Giovanna Vidigal, 15 e 16 anos, que estavam em frente a um curso pré-vestibular. O analista financeiro Vitor Lauria, de 27, não gostou do protesto. “Atrapalha a vida de todo mundo”, disse.

Já para André Grosse Takahashi, de 38 anos, panfleteiro, as reivindicações são legítimas. Usuário do Hospital Universitário, ele diz que o câmpus está abandonado. “Não dá para deixar uma universidade daquele jeito”, falou.

Suellen Campana, de 25 anos, estagiária da área comercial que trabalha na Avenida Paulista, o protesto fora do câmpus universitário revela que nem todos os estudantes estão interessados em conflitos. “Tenho amigos na USP e eles disseram que são hostilizados e taxados de baderneiros. Mas há alunos e alunos.”

Para o coordenador do Fórum das Seis, João Chaves, o resultado foi positivo. “Esperávamos três mil pessoas, mas calculo que no ápice chegamos a cerca de dez mil pessoas.” Para a polícia militar, foram 1,5 mil manifestantes.

Amanhã, alunos da USP que são contra a greve farão um uma manifestação na Praça do Relógio, dentro do câmpus Butantã. Alunos grevistas prometem impedir o ato. Na segunda-feira haverá uma reunião entre o Fórum das Seis e o Cruesp para retomar as negociações. No entanto, os grevistas dizem que só entrarão na reitoria se a polícia militar tiver saído do câmpus.

Fonte: Estadao.com.br

sábado, 13 de junho de 2009

Deixe seu inverno mais quente com a Programação Musical do Shopping Butantã

Muita alegria e descontração no mês dos namorados com o happy hour pra lá de animado no Shopping Butantã. Talentosos artistas estarão mostrando o melhor da música nacional e internacional na Praça de Alimentação do shopping. As apresentações acontecem de terça a sábado, das 19 às 22 horas.

Programação: Luciano Risette (USA Rock) – Dias: 16, 23 e 30 – Cantor com 27 anos de carreira, apresenta-se sozinho ou com mais dois músicos, às terças-feiras, e faz o maior sucesso, graças à sua voz de qualidade singular. Seu estilo é USA Rock e canta Elvis, U2 e The Police, entre outros.

Vlad Moura (MPB POP – solo) – Dias: 17 e 24 – O cantor e violonista Vlad mostra o melhor da MPB POP agradando a todos com canções de artistas conhecidos como Michael Sulivan, Almir Sater, Renato Teixeira, Jorge Vercilo, Marcos Sabino e Juanes.

Mandarino (MPB Clássico) – Dia: 26 – Ao som do violão, Mandarino interpreta, com uma voz forte e timbre único, grandes clássicos da música MPB.

Valtinho Cayuella – Dias: 18 e 25 – Cantor, compositor e violonista, Valtinho é oriundo da região do Grande ABC tendo se apresentado nas mais importantes casas noturnas do ABC e de São Paulo. Dono de uma bela voz e grande versatilidade, seu repertório passeia pela MPB e Pop Rock Internacional indo de Eric Clapton e Pink Floyd a Djavan, João Bosco, Emilio Santiago e muitos outros. Suas composições têm como principais características letras com muito conteúdo e poesia, além de um ritmo bem brasileiro.

Barbosa – (MPB POP e Tradicional) – Dia: 19 – Com sua voz inusitada e todo seu talento no violão, o cantor traz canções clássicas da MPB e MPB POP, com um repertório bastante variado.

Glau Piva – Dias: 20 e 27 – Cantora de muita sensibilidade, com musicalidade refinada, tem um repertório bem variado na MPB POP, apresentando Cássia Eller, Ana Carolina e Capital Inicial.

Shopping Butantã – Avenida Prof. Francisco Morato, 2718 – Butantã | telefone (11) 3723-3900

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Vacina deve estar pronta em setembro, diz Instituto Butantã

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, deixou claro quinta-feira (11) em reunião com governos que a entidade conta com uma produção de vacinas do Instituto Butantã para conseguir distribuir o produto a todos que precisarão, principalmente países em desenvolvimento. Uma vacina, porém, só estará pronta em setembro.

Chan fez um apelo para que as empresas acelerem as pesquisas e processos para iniciar a produção. O que preocupa muitos governos é que os países mais ricos já fizeram suas encomendas às grandes multinacionais, colocando em risco a capacidade das empresas de também fornecerem aos mais pobres. Não por acaso, o Butantã é considerado estratégico para a OMS.

A organização está preocupada que a produção da vacina contra a gripe suína não afete a da gripe sazonal. Mas Chan diz que grande parte da fabricação da sazonal está na fase final neste ano e que as empresas podem passar a fabricar a da gripe suína. No caso do Butantã, os especialistas garantem que tem como produzir as duas vacinas, mesmo que o Ministério da Saúde tenha se mostrado hesitante em autorizar a fabricação. Uma das ideias do Butantã é de produzir 100 mil doses para funcionários de portos, aeroportos e médicos. Mas o instituto não descarta chegar a 1 milhão de doses.

Nos EUA, o governo destinou US$ 1 bilhão para o desenvolvimento de vacina contra o A(H1N1). A OMS está preparando um guia sobre como os governos devem priorizar a distribuição das doses.

Fonte: AE


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