Bairro do Butantã vira galeria ao ar livre
O bairro é pequeno, não tem mais do que mil casas. E as cores sem graça estão desaparecendo atrás de cobras, sacis e paisagens. Os bueiros viram mandalas, os postes são telas livres que comportam todo tipo de criação. Os artistas moram no bairro e estão produzindo cada dia mais sobre muros e painéis. “Não é simplesmente limpar as fachadas, a rua fica como uma espaço educacional”, afirma o educador João Alfredo Meireles.
As pinturas vão surgindo onde o morador abre as portas. A casa ganha em alegria, o artista ganha visibilidade. Dinheiro não é a moeda aqui. “Nosso acordo aqui é se a pessoa tem interesse de fazer, ela colabora do jeito que ela puder, com tintas”, diz o artista plástico Raul Zito.
Para Lala Deheinzelin, o movimento cultural do bairro tem um poder transformador enorme porque é alegre. “Você tem uma interação, as pessoas passam sobretudo a ter um orgulho muito grande e isso muda a relação com as coisas”, afirma. O trabalho dos 12 artistas deve continuar até o fim do ano.