Instituto Butantan apresenta pedido para acelerar a produção da vacina contra a dengue

Diante do crescente aumento de casos de dengue nas cidades brasileiras, o Instituto Butantan constituiu uma parceria com o governo de Estado de São Paulo para adiantar o cronograma de desenvolvimento da vacina contra o vírus causado pelo mosquito aedes aegypti. O plano consiste em solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a antecipação da etapa final de testes clínicos em humanos. O pedido será oficializado nesta terça-feira (24).

Quais são os benefícios da medida?

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Com o pedido junto à Anvisa, governo e Instituto Butantan visam ampliar a participação de voluntários nos estudos. Essa prática daria mais agilidade aos testes e poderia reduzir o processo de produção em até dois anos. Em entrevista na manhã de hoje para a Rádio Jovem Pan, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, explicou os benefícios da medida. “Vamos testar com mais rapidez a vacina contra os quatro sorotipos e depois começar a produção em larga escala”. Ainda de acordo com Uip, a vacina poderá ser liberada para produção em 2016 ou 2017, caso o adiantamento do cronograma seja aprovado.

Histórico da produção da vacina contra a dengue

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Os componentes clínicos da vacina contra a dengue têm sido estudados desde 2006. Em agosto de 2013, a Anvisa autorizou o Instituto Butantan a iniciar os testes em humanos. Em conjunto com outras instituições de saúde do Brasil, o Butantan tem realizado os ensaios do Programa de Estudo da Vacina Brasileira contra a Dengue em dois centros de pesquisas em São Paulo e um na cidade de Ribeirão Preto.… Clique para ler o texto completo

Instituto Butantan desenvolve estudo para combater câncer com saliva de carrapato

O Instituto Butantan está realizando estudos para combater o câncer através de uma molécula de carrapato

Pesquisadores do Instituto Butantan estão atuando no desenvolvimento de um medicamento que pode ajudar a combater o câncer. A descoberta foi realizada a partir de estudos de uma molécula produzida pelo carrapato-estrela (Amblyomma cajennense). As conclusões obtidas após dez anos de testes em coelhos e camundongos indicam que a saliva do parasita consegue destruir tumores cancerígenos sem afetar as células saudáveis do organismo.

Segundo Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, coordenadora da pesquisa e responsável pelo Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Butantan, houve redução e até mesmo cura de tumores no pâncreas, no rim e na pele. Mas é preciso salientar que as condições estabelecidas nos testes em animais são totalmente controladas e distintas da realidade de um paciente. Por isso é necessário avaliar o comportamento do remédio em humanos para provar sua eficácia.

Combate ao tumor nos animais

O carrapato-estrela, fonte dos pesquisadores do Instituto Butantan

Nos experimentos realizados em animais saudáveis, a molécula extraída do carrapato-estrela foi extraída do organismo em pouco tempo. Mas nos animais com câncer, ela se conectou ao tumor e demorou a ser suprimida. Isso indica que houve uma ação efetiva da molécula sobre os tumores. Mas ainda não é possível saber se apenas a proteína do carrapato será suficiente para um eventual tratamento em humanos, ou se haverá necessidade de uma combinação de outros medicamentos.

Como a molécula foi descoberta

A descoberta da molécula do carrapato veio a partir de outros testes realizados pelos pesquisadores do Instituto Butantan

Segundo Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, a descoberta ocorreu por acaso. Os estudos tinham a pretensão inicial de encontrar novos anticoagulantes no organismo do carrapato, mas os pesquisadores testaram diversos tipos de células tumorais e concluíram que a molécula do parasita matava as células com tumor e preservava células normais.… Clique para ler o texto completo

Seleção de voluntários para testes de vacina contra a dengue

O Instituto Butantã iniciou o programa de estudos para desenvolver a primeira vacina brasileira contra dengue em parceria com outras instituições de pesquisa do país.

Para executar os primeiros testes, o Butantan está realizando uma seleção de voluntários que devem ter disponibilidade para fazer acompanhamentos durante os próximos cinco anos nos seguintes locais:

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– Centro de Pesquisas Clínicas (IC) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Pesquisador prinicipal: Dr. Esper Kallás)

– Centro de Pesquisas Clínicas (ICr) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Pesquisador prinicipal: Dra. Lúcia Arruda Campos)

– Hospital das Clínicas da Facultade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Pesquisador principal: Dr. Benedito Lopes da Fonseca)

O perfil dos colaboradores abrange homens e mulheres de 18 a 59 anos, não importando se já tiveram dengue ou não.

Se você quer participar do Programa de Estudo da Vacina Brasileira Contra a Dengue, acesse o link http://www.butantan.gov.br/dengue/ e preencha o formulário para receber informações detalhadas sobre o processo.… Clique para ler o texto completo

Instituto Butantã aplica primeira dose de vacina anti-HIV em macacos

Na última terça-feira (5) o Instituto Butantan e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) aplicaram a primeira dose de uma vacina brasileira anti-HIV em macacos rhesus do macacário do Butantã. O estudo aplicado em quatro primatas adultos (de 2 a 7 anos) pretende encontrar uma medida segura e eficaz de imunizar o vírus HIV em seres humanos.

A primeira fase de testes será constituída pela injeção quinzenal de três doses com fragmentos de HIV, além de uma quarta aplicação programada para fevereiro contendo um vírus chamado adenovírus 5, que causa resfriado. A vacina será aplicada em 28 macacos do Instituto Butantã caso os testes sejam bem-sucedidos. As informações são de Edecio Cunha Neto, professor da FMUSP e pesquisador do Instituto do Coração (Incor), que é um dos coordenadores do estudo.

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Testes no Instituto Butantan em 2014

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Para o primeiro semestre de 2014, a expectativa é dividir os 28 macacos em quatro grupos e aplicar duas ou três doses com substâncias virais diferentes (adenovírus 68, que causa resfriados em chimpanzés; vírus da vacina da febre amarela, além de um derivado da vacina da varíola). A equipe descarta que os animais possam ser infectados por essas doenças ou pelo HIV, pois a vacina contém apenas pequenos pedaços do vírus e ele afeta macacos. Apenas o “primo” do HIV, o SIV (Vírus da Imunodeficiência Símia) pode infectar os primatas.

Os pesquisadores esperam que os fragmentos de HIV inseridos na vacina já sejam suficientes para o hospedeiro (macaco) combater uma eventual infecção.… Clique para ler o texto completo

Inscrições de Voluntários para Testes de Vacina contra Dengue no Instituto Butantã

Começaram nesta quarta-feira (2) as inscrições de voluntários para testar uma vacina conta a dengue no Instituto Butantã. O órgão vai recrutar 50 pessoas entre 18 e 59 anos que nunca contraíram a doença. Elas serão monitoradas por cinco anos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Os escolhidos pelo Instituto Butantan passarão por testes clínicos e deverão assinar um termo de consentimento. No ano que vem eles se juntarão a outros 250 voluntários de São Paulo e Ribeirão Preto com ou sem históricos da doença.

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Produção da vacina contra a dengue no Instituto Butantan

Produzida em parceria com o National Institutes of Health (EUA), a vacina entra agora na segunda fase de estudos e será testada pela primeira vez no Brasil em novembro. Nos EUA já houve períodos de testes, porém, a incidência da doença no país é rara.

A expectativa do Instituto Butantan é de oferecer a vacina a partir de 2018. Em todo o mundo não existe uma vacina licenciada para combater a dengue.

Como se inscrever para os testes no Instituto Butantan

Se você quer ser um voluntário, ligue para (11) 2661-7214 ou (11) 2661-3344. O atendimento é feito de segunda a sexta, das 9h às 18h. Você também pode entrar em contato pelo e-mail vacinadengue@usp.br ou se cadastrar acessando vacinadengue.com.br.… Clique para ler o texto completo