Instituto na região do Butantã resgata cultura afro-brasileira

Resgatar a cultura afro-brasileira por meio da música e da dança é a principal proposta do Instituto Nação, no Rio Pequeno, região do bairro Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. A organização mantém quatro projetos que atendem a população da região.  “Sabemos que a maior parte da população se reconhece como negra, mas poucas conhecem a cultura negra, que é formada por elementos indígenas, europeus e africanos”, diz João Nascimento, um dos fundadores do Instituto Nação.

O Treme Terra é um grupo formado por 20 pessoas a partir dos cursos de dança, música e canto que acontecem no local, como canções da Angola e os ritmos ijexá, congo, barra vento e jongo.



O Projeto Afrobase oferece cursos de música gratuitos para crianças e jovens entre 8 e 21 anos. O projeto tem patrocínio da Petrobras e oferece oficinas de dança afro-brasileira, percussão, capoeira, e cursos complementares de formação artística, como canto, teoria musical, teatro e mitologia dos orixás.

Já a Escola do Samba procura resgatar o samba de raiz com convidados que homenageiam sambistas famosos. Entre os nomes que já estiveram no palco do Instituto Nação estão Toninho Carrasqueira homenageando Pixinguinha e Tião Carvalho cantando Martinho da Vila. As apresentações são gratuitas e abertas à comunidade.


Por fim, o Projeto Cultura de Resistência tem como objetivo divulgar as tradições afro-brasileiras e a história da cultura negra no Brasil com apresentações de tambores rústicos, percussão corporal e instrumentos musicais. “Produzimos um documentário e um CD com participações do Nasi, ex-vocalista do Ira!, Orquestra dos Caboclos e outros artistas que mostram a cultura negra e de rua como uma cultura de resistência que não é a de massa”, fala Nascimento.

Fonte: Diário de S. Paulo





3 Comentários

  1. eva carvalho 9/12/2012
    • GuiaButantã 11/12/2012
  2. andreia 19/07/2013

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