Colado à rodovia e encravado no Butantã, bairro Raposo Tavares facilita acesso às cidades vizinhas

Batizado com o mesmo nome da rodovia que liga a capital paulista ao Mato Grosso do Sul – passando por municípios do interior de São Paulo -, o bairro Raposo Tavares pertence ao distrito do Butantã e é o mais distante da zona oeste de SP. Na região, de acordo com dados da prefeitura, vivem mais de 100 mil pessoas.

Vinda de Trairi, no Ceará, a comerciante Maria Ribeiro, de 56 anos, mora há mais de 30 anos no chamado Condomínio Mandioquinha, favela localizada logo após a saída do km 15 da rodovia. Segundo ela, a violência era marcante no bairro na época em que começou a morar ali.

– Era bem perigoso andar por isso aqui tudo. Era muita violência e muita morte.

Marido de Maria, Expedito Rodrigues, de 59 anos, também afirma que a “vizinhança melhorou” de três décadas para cá. Mas, para ele, ainda falta muita coisa para a comunidade, mesmo “hoje em dia já tendo luz, água encanada e saneamento”.

– Estar perto da rodovia ajuda bastante, porque a gente pode ir rápido para outros lugares da cidade. Mas é ruim não ter comércio perto, como farmácia ou açougue. Para tudo isso, a gente tem de ir até a rodovia.

Trânsito ruim

Mesmo com todo o acesso que a rodovia proporciona, há quem diga que o tráfego pesado é uma das piores coisas existentes na região. Há 20 anos morando no bairro, nas proximidades da rua Jacinto de Oliveira, o pedreiro José Maria da Silva se irrita toda vez que precisa sair do bairro para trabalhar.



– O trânsito é horrível. Eu costumo pegar ônibus lotado toda vez que preciso ir ao centro trabalhar. Há bastante linha de ônibus, mas ainda não é o suficiente para servir o pessoal.

Pai de um menino de oito anos e avô de um garotinho de dois, Rodrigues se queixa, também, da falta de espaço para recreação.

– Falta lugar para criança brincar. Tem de ter o maior cuidado, porque passa carro o tempo todo… Sempre que eu saio com eles, redobro a minha atenção.

Outra coisa que precisa melhorar, segundo Silva, é a conservação do asfalto. Segundo ele, “precisa tapar o monte de buraco que tem na rua”.

Morador do bairro Peri Peri há mais de 20 anos, o policial Milton da Silva, de 49 anos, concorda com o pedreiro e diz que as fissuras existentes nas vias da região exigem do motorista mais cautela e conhecimento da geografia local.

– A manutenção da iluminação pública, as ruas esburacadas. Eu conheço as ruas bem, por isso consigo evitar. Mas aqui tem um contingente grande de carros por conta dos prédios.

Fonte: R7



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