Famílias procuram o que restou de desabamento no Butantã

O dia seguinte ao desabamento de uma obra na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, no Butantã,  Zona Oeste de SP, foi marcado por famílias que se aventuravam entre os escombros à procura do que ainda poderia ser reutilizado. As edículas de cinco casas, construídas no fundo dos terrenos, foram destruídas. Mas, por medida de segurança, as casas estão totalmente interditadas pela Defesa Civil até segunda ordem.

As famílias, que estão fora de casa desde quarta-feira, ainda não sabem como recuperar suas moradias. “Estamos procurando nossos documentos e roupas agora. Temos praticamente só a roupa do corpo”, disse Joana Ferreira Novaes, que quase perdeu o filho de 17 anos. Alexandre Ferreira da Silva, o filho, foi tomar banho na edícula segundos antes do desabamento.  “Eu estava na cozinha. Quando ouvi tudo caindo pensei nele, mas depois vi que ele conseguiu sair de lá.”



“É a terceira vez que a obra desaba. No começo do ano, a Defesa Civil veio ver o que já denunciávamos faz tempo”, contou o serralheiro Marcos Antônio Cabral, vizinho da construção. A Defesa Civil diz que a obra  continuou mesmo após sua interdição parcial no início do ano. A Subprefeitura Butantã não respondeu a reportagem até o fechamento dessa edição.

Moradora da região se salva por pouco
Foi um  grito que avisou Cláudia Santos Abib e seu filho de 11 anos sobre o desabamento. “Estávamos na calçada quando ouvi: ‘Se joga! Sai da calçada!’ Me joguei com meu filho e nem vi o trânsito. Só machucamos o braço”, contou ontem, ao voltar ao local do acidente.

Fonte: Diário de S. Paulo



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