{"id":24187,"date":"2021-07-08T05:46:18","date_gmt":"2021-07-08T08:46:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.guiabutanta.com\/sobre\/?p=24187"},"modified":"2021-07-08T05:47:49","modified_gmt":"2021-07-08T08:47:49","slug":"casa-do-sertanista-no-butanta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.guiabutanta.com\/sobre\/casa-do-sertanista-no-butanta\/","title":{"rendered":"Casa do Sertanista no Butant\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>Casa do Sertanista Butant\u00e3<\/strong> ou Casa do Caxingui \u00e9 uma resid\u00eancia constru\u00edda em meados do s\u00e9culo XVII no atual bairro paulistano do Caxingui.\u00a0A constru\u00e7\u00e3o, remanescente do per\u00edodo colonial brasileiro, apresenta diversas caracter\u00edsticas t\u00edpicas da casa bandeirista.<\/p>\n<p>Com paredes em taipa de pil\u00e3o (t\u00e9cnica construtiva conhecida por caracterizar todas as constru\u00e7\u00f5es da cidade de S\u00e3o Paulo dos s\u00e9culos XVI, XVII e XVII), telhado de quatro \u00e1guas e ch\u00e3o de terra batida.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24188 size-full\" title=\"Casa do Sertanista no Butant\u00e3\" src=\"http:\/\/www.guiabutanta.com\/sobre\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/casa-do-sertanista.gif\" alt=\"Casa do Sertanista no Butant\u00e3\" width=\"680\" height=\"189\" \/><\/p>\n<h2>Casa do Sertanista no Butant\u00e3 Hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>A Casa do Sertanista no Butant\u00e3 remonta, de acordo com estudos realizados pelo arquiteto Luis Saia, a meados do s\u00e9culo XVII. Sua arquitetura em tr\u00eas lan\u00e7os, telhado de quatro \u00e1guas e paredes em taipa de pil\u00e3o \u00e9 bastante caracter\u00edstica das casas bandeiristas, obedecendo a um esquema fechado e r\u00edgido, tanto do ponto de vista da constru\u00e7\u00e3o quanto no que se refere \u00e0 defini\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica, pl\u00e1stica e funcional.<\/p>\n<p>Segundo pesquisas sobre a origem desta casa, o Padre Belquior de Pontes teria sido o primeiro morador de que se tem not\u00edcia. Sabe-se, entretanto, que no final do s\u00e9culo XIX pertenceu \u00e0 fam\u00edlia Beu, sendo posteriormente transferida \u00e0 fam\u00edlia Penteado que acabou por vend\u00ea-la \u00e0 Cia. City de Melhoramentos. Esta, por sua vez, doou o im\u00f3vel \u00e0 municipalidade em 1958 que passou a recuper\u00e1-lo em 1966. Em 1970, conclu\u00eddas as obras de restaura\u00e7\u00e3o, foi instalado o \u201cMuseu do Sertanista\u201d, voltado essencialmente para a cultura ind\u00edgena.<\/p>\n<p>At\u00e9 1987, realizaram-se v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es e mostras com o acervo ind\u00edgena que l\u00e1 ficava. Neste ano a casa foi fechada por necessidade de obras de conserva\u00e7\u00e3o, interrompendo-se assim as atividades museol\u00f3gicas at\u00e9 ent\u00e3o desenvolvidas.<\/p>\n<p>Em 1989, por meio de um decreto de permiss\u00e3o de uso, esta casa hist\u00f3rica passou a abrigar o N\u00facleo de Cultura Ind\u00edgena da Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas instalando-se ent\u00e3o, a Embaixada dos Povos da Floresta. Com a sa\u00edda do N\u00facleo de Cultura Ind\u00edgena em 1993, a casa passou por novas obras de conserva\u00e7\u00e3o e restauro sendo ocupada pelo Museu do Folclore \u201cRossini Tavares de Lima\u201d, em 2000.<\/p>\n<h3>Casa do Sertanista no Butant\u00e3 Hist\u00f3ria Arquitetura<\/h3>\n<p>A arquitetura da Casa do Sertanista remonta \u00e0s antigas casas dos fazendeiros mais ricos da cidade. A constru\u00e7\u00e3o do original da resid\u00eancia foi feita de taipa de pil\u00e3o e pau a pique. O m\u00e9todo da taipa da \u00e9poca era em uma forma de madeira, socar uma mistura de argila, excremento de gado e seixos para montar o que viriam a ser as paredes.<\/p>\n<p>Entretanto, a taipa paulista apresenta uma caracter\u00edstica \u00fanica, em que a parede \u00e9 constru\u00edda a partir da pr\u00f3pria terra, como foi o caso da Casa do Sertanista. Para evitar a umidade natural do solo, as pinturas das paredes eram feitas de tabatinga.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a planta da casa \u00e9 regular e remete \u00e0s casas dos bandeirantes da \u00e9poca, sendo um im\u00f3vel t\u00e9rreo que obedece a um esquema fechado e r\u00edgido, com poucas janelas. Seu telhado \u00e9 classificado como de quatro \u00e1guas coberto que, naquele tempo, tinha as telhas moldadas nas coxas dos escravos. Os c\u00f4modos tamb\u00e9m demonstram os costumes da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Ao adentrar na casa, h\u00e1 uma sala principal que liga a passagem para todos os outros quartos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma varanda posterior que se assemelha \u00e0s outras constru\u00e7\u00f5es da \u00e9poca. Essa planta era definida de modo estrito e r\u00edgido, que muito diziam sobre os seus ocupantes.<\/p>\n<p>Com uma faixa fronteira, que tinha aos seus lados a capela e o quarto de h\u00f3spedes, os bandeirantes marcavam um limite entre sua vida privada e p\u00fablica. A rigidez da constru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ajudava a evitar ataques ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel tamb\u00e9m remete aos h\u00e1bitos dos bandeiristas na \u00e9poca. Era comum dar prefer\u00eancia a pontos altos e, quando a topografia n\u00e3o era favor\u00e1vel \u00e0 constru\u00e7\u00e3o das casas, criavam-se plataformas artificiais. Al\u00e9m disso, a Casa do Sertanista tem posi\u00e7\u00e3o privilegiada no mapa, j\u00e1 que se localiza pr\u00f3ximo da margem direita o C\u00f3rrego Piraju\u00e7ara, em cerca de 150 metros.<\/p>\n<p>Isto era um privil\u00e9gio pois, na \u00e9poca, era atrav\u00e9s dos caminhos fluviais que os bandeirantes poderiam se locomover. Assim, a casa apresenta n\u00e3o s\u00f3 seu car\u00e1ter residencial, como tamb\u00e9m militar por estar estrategicamente localizada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais constru\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o.\u00a0Na restaura\u00e7\u00e3o, que aconteceu a partir de 1966, a casa recebeu um refor\u00e7o estrutural em alvenaria e tijolos.<\/p>\n<h3>Casa do Sertanista no Butant\u00e3 Hist\u00f3ria Visita\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O tombamento se deu no dia 28 de dezembro de 1983 pelo Conselho do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Art\u00edstico, Arqueol\u00f3gico e Tur\u00edstico do Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 CONDEPHAAT e, mais tarde, em 5 de abril de 1991 pelo Conselho Municipal de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Cultural e Ambiental da Cidade de S\u00e3o Paulo \u2013 CONPRESP.<\/p>\n<p>A casa passou por uma restaura\u00e7\u00e3o em 1966, adotando os mesmos crit\u00e9rios anteriores de experi\u00eancias como a da Casa do Bandeirante. A restaura\u00e7\u00e3o durou at\u00e9 1970, quando a Casa tornou-se o Museu do Sertanista, de onde recebeu o nome, e recebia exposi\u00e7\u00f5es com a tem\u00e1tica da cultura ind\u00edgena.<\/p>\n<p>At\u00e9 1987, realizavam-se diversas exposi\u00e7\u00f5es e mostras com o acervo ind\u00edgena que l\u00e1 ficava. Por\u00e9m, nesse ano a casa foi fechada por necessidade de obras de conserva\u00e7\u00e3o, interrompendo- se assim as atividades museol\u00f3gicas at\u00e9 est\u00e3o desenvolvidas.<\/p>\n<p>Em 1989 a casa passou a abrigar o N\u00facleo de Cultura Ind\u00edgena (NCI). Entretanto, em 1993 a casa passou por novos restauros e em 2000 abrigou o acervo do Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima, at\u00e9 2007. Ficou fechada durante um bom tempo para mais restauros, descupiniza\u00e7\u00e3o e drenagem de \u00e1guas pluviais, sendo depois reaberta em 2013 por uma exposi\u00e7\u00e3o da artista Sandra Cinto.\u00a0Passou a integrar o conjunto de im\u00f3veis pertencentes ao Museu da Cidade de S\u00e3o Paulo, reunindo em seu interior as poucas informa\u00e7\u00f5es que restam sobre sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em 2016, pessoas que se interessassem tiveram acesso \u00e0 entrada em im\u00f3veis hist\u00f3ricos para a Jornada do Patrim\u00f4nio, lugar na qual poderiam explorar os materiais deixados. Neste evento, conseguiram observar retalhos de brinquedos do s\u00e9culo XX localizados na Casa.<\/p>\n<h3>Hor\u00e1rio de Funcionamento Casa do Sertanista no\u00a0Butant\u00e3<\/h3>\n<p>Ter\u00e7a a Domingo das 09h \u00e0s 17h00<\/p>\n<h3>Endere\u00e7o e Telefone Casa do Sertanista no\u00a0Butant\u00e3<\/h3>\n<ul>\n<li>Pra\u00e7a \u00canio Barbato, s\/n \u2013 Caxingui\u00a0&#8211; S\u00e3o Paulo \u2013 SP<\/li>\n<li>Telefone: (11) 3726-6348<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Mapa de localiza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<a class=\"wp-colorbox-iframe\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/embed?pb=!1m14!1m8!1m3!1d14626.252503016953!2d-46.7210396!3d-23.584129!3m2!1i1024!2i768!4f13.1!3m3!1m2!1s0x00x2edf0b8b93da492!2sMuseuCasaSertanista!5e0!3m2!1spt-BR!2sbr!4v1625733756114!5m2!1spt-BR!2sbr\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.guiabutanta.com\/imgs\/maps-post.png\"><\/a>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Casa do Sertanista Butant\u00e3 ou Casa do Caxingui \u00e9 uma resid\u00eancia constru\u00edda em meados do s\u00e9culo XVII no atual bairro paulistano do Caxingui.\u00a0A constru\u00e7\u00e3o, remanescente do per\u00edodo colonial brasileiro, apresenta diversas caracter\u00edsticas t\u00edpicas da casa bandeirista. Com paredes em taipa de pil\u00e3o (t\u00e9cnica construtiva conhecida por caracterizar todas as constru\u00e7\u00f5es da cidade de S\u00e3o Paulo dos s\u00e9culos XVI, XVII e XVII), telhado de quatro \u00e1guas e ch\u00e3o de terra batida. Casa do Sertanista no Butant\u00e3 Hist\u00f3ria A Casa do Sertanista no Butant\u00e3 remonta, de acordo com estudos realizados pelo arquiteto Luis Saia, a meados do s\u00e9culo XVII. 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