Os moradores do morro do Querosene, no Butantã (zona oeste de SP), ganharam ontem uma briga que já durava mais de 12 anos.
O Conpresp (patrimônio histórico municipal) tombou a Chácara da Fonte, uma grande área verde particular preservada que estava na mira da especulação imobiliária.
Com a chegada da estação Butantã do metrô, houve um boom na procura por terrenos para novos edifícios na região.
A área a ser preservada é de 35.400 m2 –o terreno tem quase 40 mil m2. Ficou de fora do tombamento apenas um trecho junto à avenida Corifeu de Azevedo Marques.
O conselho aponta a presença de uma fonte na área como elemento a ser preservado, “pois há informações históricas de que se trata de uma bica de água usada por moradores da região desde a fundação do bairro”.
O órgão também afirma que há indícios de que a área tem relevância histórica, pois teria sido trajeto de tropeiros e indígenas.
Dinho Nascimento, 61, morador do Querosene há mais de 30 anos e membro da associação cultural do morro, comemorava ontem a decisão. Segundo ele, a ideia agora é que a prefeitura crie um parque no local.
Teresa Basile, 83, uma das donas do terreno, se disse surpresa com a decisão. Questionada sobre o que achava do tombamento, falou apenas: “Terão que pagar, né?”.
Segundo ela, incorporadores vinham oferecendo R$ 3.000 pelo m2 de seu terreno. Áreas tombadas, porém, costumam ter desvalorização.
Fonte: Folha.com
