Alunos de escola do Butantã criam relógio que monitora saúde

Alunos da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Professor  Olavo Pezzotti, do Butantã, na Zona Oeste de SP, foram para Brasília no último final de semana representar a capital em concurso nacional de robótica. Com idade média de 13 anos, os jovens participaram do maior torneio de tecnologia do país, o First Lego League,  que neste ano teve como tema de pesquisa o bem-estar dos idosos.

Para ser classificado para a etapa nacional do concurso, o grupo de dez alunos desenvolveu  o projeto de um relógio que, além de ser capaz de monitorar a saúde de um idoso, tem um dispositivo de GPS que consegue identificar onde ele está caso os familiares o percam de vista.

Além de apresentar o projeto de pesquisa, os adolescentes participaram de uma competição com um robô feito de peças Lego, que terá de cumprir várias missões num curto espaço de tempo. “A equipe que finalizar todas as etapas em menor tempo é a ganhadora”, explica a professora Luci Marisa Alves, uma das coordenadoras do projeto na escola no bairro Butantã. Os vencedores vão garantir uma vaga no campeonato internacional de robótica, nos Estados Unidos. Os segundo e terceiro lugares representarão o Brasil em uma competição na Alemanha.

Segundo a professora de história Viviane Ferreira Cardoso, para os jovens participarem do concurso, foram organizadas equipes de até 20 alunos por sala, com atividades uma vez por semana. “Os alunos com maior facilidade de aprendizado foram os escolhidos para compor a equipe de robótica, conhecida como Robozzotti, que participa do campeonato.” Ela conta ainda que a escola teve de pagar cerca de R$ 5 mil pelos equipamentos para o torneio. “Nós conseguimos o dinheiro através de atividades sociais, com a venda de garrafas pets e festas”, explica.



prazer/ Natan Rhauck Kreslins, de 14 anos, está no Robozzoti há três anos e o que mais gosta de fazer é divulgar as atividades do grupo nas redes sociais. “Eu sempre gostei de tecnologia, e participar dessa atividade é um aprendizado.”

Já Caíque de Góes Soares, de 15 anos, é o orientador da turma e conta que o trabalho em equipe é muito prazeroso. “Foi uma ótima oportunidade ensinar os colegas a trabalhar em grupo”. “Nós, meninas, estamos em desvantagem no projeto, mas é a gente quem coloca ordem e faz a coisa funcionar”, brinca Ariane Silva Vieira, de 13 anos, explicando que as meninas estão em menor número no grupo: quatro.

Ações educativas realizadas por rede de ensino e empresas

O Projeto de Robótica Educativa da Emef Olavo Pezzotti foi implantado em junho de 2008, em parceria com o Projeto Social Bloco a Bloco: o Brasil que Queremos, mantido pela Zoom Education for Life.  A escola mantém oficinas permanentes de robótica e participa de torneios anuais e exposições.  O objetivo da iniciativa é aumentar nos alunos o raciocínio lógico e o interesse pela metodologia de pesquisa, pela escrita e pela ciência de um modo geral.

Fonte: Diário de S. Paulo



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