Butantan faz alerta para acidentes com animais peçonhentos no calor

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria da Saúde, alerta para os cuidados que devem ser tomados para evitar acidentes com animais peçonhentos – principalmente com a proximidade do verão e a elevação das temperaturas. O número de casos aumenta cerca de 80% de novembro a março, os meses mais quentes do ano.

É muito importante que as pessoas saibam como proceder em caso de acidentes com esses animais. Diferentemente do que se costuma ouvir, não se deve amarrar o local do ferimento, já que essa ação pode produzir necrose e não evita a disseminação do veneno. Em caso de acidentes com cobras, por exemplo, deve-se lavar o local afetado somente com água e sabão e não passar nenhum outro produto ou medicação.

Quanto à ferroada de escorpião, a primeira medida que deve ser adotada é colocar compressas de água morna sobre a ferida. Isso ajudará a aliviar a dor até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. Por outro lado, em caso de picadas de aranhas e queimaduras de taturanas é importante não mexer no ferimento e procurar atendimento médico imediatamente.

“É fundamental que as pessoas sigam essas recomendações em casos de acidentes com animais peçonhentos e procurem, o quanto antes, o serviço médico. Isso garantirá o diagnóstico precoce e um tratamento eficaz”, alerta o diretor-médico do hospital Vital Brazil, Carlos Medeiros.




O Instituto Butantan disponibiliza para a população um telefone de orientação em casos de emergência e acidentes com animais peçonhentos. O serviço funciona 24 horas por dia e orienta o cidadão sobre o local mais próximo para atendimento. (11) 3726-7962.

Dicas de prevenção também estão disponíveis no site do Instituto Butantan.

O que fazer em caso de acidentes:

– Lavar o ferimento com água e sabão;
– Lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão;
– Dar bastante água à vítima para manter a hidratação;
– Procurar serviço médico o quanto antes.

O que não fazer em caso de acidentes:

– Cortar ou furar o local da picada para tentar extrair o veneno;
– Fazer torniquetes, ou seja, amarrar o local para evitar a circulação sanguínea;
– Em caso de aparecimento de algum animal peçonhento, tentar removê-lo sem ajuda de um profissional qualificado;
– Não passar produtos como manteiga, cremes ou outras substancias gordurosas no local do ferimento.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo





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