Construtoras como Setin, Goldfarb e Tecnisa investem no Jaguaré prevendo futuro desenvolvimento da área e proximidades, como Butantã e bairros adjacentes

Grandes construtoras e incorporadoras estão entre as que investem no Jaguaré, zona oeste de São Paulo. A Setin, recentemente adquirida pela Klabin Segall, é uma delas. “A região foi identificada como potencial desenvolvedora de produtos residenciais e está perdendo a caracteristica industrial”, diz Denervaldo Setin, diretor de novos negócios da empresa.

O primeiro empreendimento lançado pela incorporadora, em novembro do ano passado, já tem 85% das unidades vendidas. De perfil de classe média alta, possui apartamentos de 150 até 230 metros quadrados.

A aposta da construtora no bairro é grande. “A gente conta ainda com um estoque de terrenos de mais 40 mil metros quadrados para futuros lançamentos”, antecipa Setin. São áreas antes ocupadas por indústrias, uma delas, a antiga unidade da Ambev, além de galpões. No espaço, há planos de serem levantados outros três empreendimentos que, a princípio, devem oferecer unidades entre 75 a 230 metros quadrados, todos com perfil de classe média.

Ele cita a proximidade da Cidade Universitária, no Butantã, e do Parque Vila-Lobos, em Pinheiros, como pontos atrativos também para o Jaguaré. Mas não deixa de olhar à frente: “É um bairro que terá um desenvolvimento focado na área tecnólogica. O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) tem cerca de 170 empresas incubadas ali que devem formar um pólo-tecnológico, o que atrairia para o bairro mais infra-estrutura”, aposta Setin. O empresário ainda menciona que há previsão da chegada de uma linha do metrô no Jaguaré.


CATALIZADOR



O presidente da Goldfarb, Milton Goldfarb, vê o bairro como um prolongamento do Butantã e de Pinheiros. “Está a três ou quatro quilômetros de distância. Muita gente que mora em Osasco e quer morar em São Paulo está indo pra lá”, ressalta. “Virou catalizador.”

Porém, este é um movimento recente. “Era um bairro esquecido, estava no meio de vários pontos importantes e nenhum empreendimento surgia.” Talvez por isso, quando a empresa resolveu lançar um condomínio no bairro, as vendas foram tão bem-sucedidas. Tanto que a empresa adquiriu áreas onde pretende lançar novos residenciais. Há oito meses, lançou um empreendimento com 360 unidades que já foram totalmente vendidas.

A Tecnisa, também presente no Jaguaré, lançou em parceria com a Stuhberger um condomínio com unidades de 80 metros quadrados, a R$ 2.730 o m². “Sem fazer a menor publicidade, 35% do empreendimento foi vendido”, relata o diretor Douglas Duarte.

Construtoras como Setin, Goldfarb e Tecnisa investem no Jaguaré prevendo futuro desenvolvimento da área e proximidades, como Butantã e bairros adjacentes
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