O curso de Letras da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP realizou às 10h desta quarta-feira assembleia entre os alunos do período da manhã que decidiu pela manutenção da greve no curso.
Dos cerca de 300 alunos que estavam presente, 160 votaram a favor da greve e 106, contra. Os outros se abstiveram.
Ainda que a votação tenha favorecido a greve, alguns professores insistiram em dar aulas mesmo com poucos alunos dentro da sala de aula.
A aluna Letícia Alcântara, 20, que faz parte do centro acadêmico do curso de Letras, afirmou que os alunos a favor da greve estão tentando mostrar a importância do ato para os colegas. “Não temos como impedir as pessoas de ter aula, mas vamos tentar ganhar a opinião delas. A opinião geral dos estudantes é que houve exagero da PM”, disse.
Os alunos continuam divididos sobre a greve. Ana Cláudia, 22, disse que votou contra, mas vai respeitar o resultado da votação.
Outra aluna da FFLCH disse que a greve só prejudica os estudantes. “Eu votei contra a greve para poupar os estudantes. Acho que a manifestação está desgastada. Não há como combater a PM. Só desejo um ponto final bonito e uma saída digna para as manifestações”, afirmou Yui Schubsky, 56.
Um professor da Letras que não quis se identificar disse que ainda não tinha posição sobre a greve, mas criticou a postura da polícia durante a reintegração de posse do prédio da reitoria. ” A PM agiu com PM, não dá para esperar alguma coisa diferente”, disse.
O curso de História fará uma assembleia com seus alunos para decidir sobre a manutenção da greve.
Fonte: Folha de S. Paulo
