Padrasto de adolescente desaparecida no Butantã diz que ela não teria motivo para fugir

SÃO PAULO – O ator Sérgio Audi, padrasto e ‘pai de criação’ da estudante Giovanna Maresti Sant’Anna Silva, de 15 anos, desaparecida há cinco dias, disse que a adolescente aparentemente não teria motivo par fugir. Audi contou que Giovanna é extrovertida e tinha brigas ‘consideradas comuns’ com a mãe, a atriz Kelly di Bertolli, de 35 anos. Giovanna falava em viajar para países da América do Sul, mas apenas a turismo.

– Ela é bem desenvolta, natural, tem aquele ideal de adolescente em querer mudar o mundo. As brigas que ela tinha com a mãe eram comuns. Não me lembro recentemente de uma discussão mais séria…Ela falava que queria viajar para a Argentina, para o Chile, mas a turismo – conta Audi.

Sérgio disse que falou com a enteada na quinta-feira, antes do início da sessão de cinema. Ele teme que algum tipo de violência tenha ocorrido com as meninas e espera que seja apenas uma “peraltice”, já que são bonitas e aparentam ser mais velhas do que são.

– Conversamos pelo telefone por volta de 19h, antes de ela entrar na sessão do filme “Um Beijo Roubado”. Por volta das 23h, Giovanna ligou para a avó materna dizendo que levaria a amiga para a casa da Kelly, onde dormiriam – contou.


Giovanna, de acordo com o ator, não tinha namorado. Sérgio diz que morou com a adolescente e a mãe dela desde que Giovanna era bebê até a garota fazer 8 anos, quando se separou de Kelly. Apesar disso, nunca perdeu contato com Giovanna.



– Elas moram no Butantã e eu, no centro de São Paulo. Eu e Giovanna temos uma relação de pai para filha. Eu estudava com ela, às vezes ela ficava em casa – diz.

O padrasto da estudante disse que ela havia morado com a mãe nos Estados Unidos duas vezes. Ambas voltaram ao Brasil em dezembro. No início do ano letivo, Giovanna conheceu Anna Lívia Luciano, a colega que desapareceu com ela na quinta-feira.

Neste dia, segundo ele, a mãe de Giovanna estava no Rio de Janeiro a trabalho. Assim que soube do desaparecimento da filha, voltou a São Paulo. Após o sumiço da estudante, Sérgio diz ter enviado e-mail para várias pessoas relatando o fato. Um homem retornou uma das mensagens dizendo ter dado carona as duas até o Terminal Barra Funda, na zona oeste.

– Esse senhor me disse que as duas estavam com o filho dele, um estudante de Relações Internacionais da USP, num mesmo ponto da Avenida Paulista. Ele deixou as meninas por volta da 1h30m da sexta-feira, na Barra Funda. Essa é a última informação que a gente tem delas – conta Sérgio, que recebe a todo o momento ligação de amigos e conhecidos disponíveis a ajudar, se solidarizando com a família.

Fonte: O Globo Online





Deixe seu comentário