SÃO PAULO – O ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira trabalhou nesta quarta-feira na Subprefeitura do Butantã, zona oeste de São Paulo, em cumprimento ao acordo firmado por ele com a Procuradoria-Geral da República para se livrar do processo do mensalão. Foi o segundo dia de “trabalho comunitário” de Silvinho, como o ex-petista é conhecido. ( Relembre o escândalo do mensalão )
Ao ir para a rua, uma cena inusitada. Depois de comprar uma garrafinha de água em uma padaria, Sílvio Pereira foi “atacado” por um cachorro vira-lata, que o perseguiu por aproximadamente um minuto. Cercado por fotógrafos, não perdeu o bom-humor e nem conseguiu segurar o riso. Livre do cachorro, vistoriou três praças na Vila Sônia, bairro da área, verificando a limpeza e o novo calçamento. O trabalho, segundo a subprefeitura, administrada pelo tucano Maurício Pinterich, começou às 8h e terminou às 12h. A subprefeitura explicou que esses serviços são realizados por terceiros e o ex-petista atuou como fiscal, checando se o trabalho foi bem feito.
Ele foi para a rua acompanhado por fiscais e um assessor distrital da prefeitura paulistana. Elogiado pelos colegas, que gostaram do ânimo que apresentou, disse que seu trabalho será útil para a sociedade.
– Estou bem disposto para trabalhar – disse.
Sílvio Pereira começou a trabalhar na semana passada, quando foi à subprefeitura para tomar conhecimento do trabalho que teria de fazer. Ficou acertado que ele vai trabalhar todas as quartas-feiras, das 8h às 12h, na zeladoria urbana, apoiar e auditar as fiscalizações dos assessores distritais nos serviços realizados na região, que tem 80 obras em andamento.
O acordo fechado entre Silvinho e a Justiça suspende o processo que seria movido contra o ex-secretário sob acusação de formação de quadrilha, no caso do mensalão. Ele deve cumprir o trabalho comunitário durante três anos e, uma vez por mês, segundo seu advogado, tem de se apresentar à Justiça. O processo contra Sílvio Pereira poderá ser extinto após ele ter cumprido o trabalho comunitário e todos os requisitos impostos pela Justiça. Nesse caso, Silvinho voltará a ser réu primário.
