Consórcio vai retomar detonações em obras do Metrô em Pinheiros, próximo ao Butantã

O Consórcio Via Amarela irá retomar a realização de detonações nas obras da futura Linha 4 (Amarela) do Metrô de São Paulo. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) anunciou que a partir da quarta-feira (2) irá monitorar o trânsito na Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco, entre a Ponte Eusébio Matoso e a Estação Pinheiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Segundo a CET, o monitoramento será feita para que sejam realizados os serviços de detonação o poço Valdemar Ferreira e a futura Estação Pinheiros. Ainda de acordo com a companhia, no momento das detonações serão efetuados bloqueios momentâneos e comboios. As explosões deverão ser realizadas no horário entre as 11h e 15h e devem durar cerca de três minutos.

A informação do retorno das explosões foi confirmada pelo consórcio. A comunidade que mora na região do Butantã foi avisada no dia 27 de março, mas as explosões não correrão no local onde houve o acidente em janeiro de 2007, quando sete pessoas morreram na abertura de uma cratera. Apesar dos bloqueios na Marginal Pinheiros, próximo ao ponto da tragédia, as explosões se darão no trecho abaixo do Rio Pinheiros.
Os bloqueios realizados pela CET serão nos seguintes pontos:
– Marginal Pinheiros, entre a Ponte Eusébio Matoso e a estação Pinheiros da CPTM;
– Rua Gilberto Sabino, entre as ruas Conselheiro Pereira Pinto e Capri;
– Rua Capri, esquina com a rua Gilberto Sabino.



Como alternativa, os motoristas que trafegam pela pista local da Marginal Pinheiros deverão seguir pelas avenidas Brigadeiro Faria Lima e Pedroso de Morais.


Rocha

Um laudo feito pelo consultor independente Nick Barton, e divulgado na quinta-feira (27) pelo Consórcio Via Amarela, indica que um bloco de rocha cujas proporções eram desconhecidas provocou o desabamento das obras da Linha 4 (Amarela) do Metrô, ocorrido em janeiro de 2007. O maciço, com cerca de 15 mil toneladas, não havia sido completamente identificado nas análises feitas durante o projeto.

O Consórcio alega que não contribuiu para o acidente. “É uma fatalidade, é um fato bastante singular na história de escavação de túneis. O consórcio não contribuiu para a ocorrência desse acidente”, disse o diretor de contrato do Consórcio, Márcio Pellegrini.





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