Museu Oceanográfico no Butantã

Aberto ao público em outubro de 1988, o Museu Oceanográfico no Butantã foi fruto de uma Comissão Implantadora do Museu e Aquário, criada em setembro de 1986.

Em 1992, o “Museu e Aquário do Instituto Oceanográfico”, passou a assumir a identidade atual de “Museu Oceanográfico do Instituto Oceanográfico da USP”.

Foi mantido o objetivo inicial de dar apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão de serviços à comunidade.

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Sobre Museu Oceanográfico no Butantã

O Museu Oceanográfico do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo foi fundado em outubro de 1988, localizado na Praça do Oceanográfico na Cidade Universitária, com o objetivo de difundir a Ciência Oceanográfica e as pesquisas realizadas pelo Instituto Oceanográfico (IOUSP), além de promover atividades culturais em benefício a sociedade.

O museu mantém exposições permanentes com um acervo dividido em módulos que evidenciam a dinâmica, a estrutura e a biodiversidade dos oceanos bem como aspectos da ciência oceanografia. Possui o intuito de ser uma instituição de referência na transmissão do conhecimento sobre os oceanos e também na contribuição para respostas aos problemas de ordem local e global, relacionados ao clima e exploração sustentada dos ecossistemas marinhos.

Docentes do Instituto participam ativamente do encaminhamento de questões com aplicação imediata à preservação e conservação do meio ambiente marinho, quando solicitados por empresas, órgãos públicos e privados. O Museu Oceanográfico recebe cerca de 25 mil visitantes anuais.

Há disponível no Museu diversos instrumentos oceanográficos utilizados na obtenção de dados e coleta de água, sedimentos e organismos marinhos. O Museu aborda temas sobre oceanografia e áreas correlatas como: a importância dos oceanos, correntes marinhas, marés, composição química da água do mar, organismos marinhos, manguezal, oceanografia por satélite e poluição marinha.

Há exposições com acervos amostras sobre a Antártica “Expo Antártica” e a exposição “Prof. Wladir Besnard”. Aquários também são utilizados para representar alguns ecossistemas marinhos (Costão Rochoso, Manguezal e Recife de Coral) e suas biodiversidades.

Acervo Museu Oceanográfico da USP no Butantã

Podem ser encontrados no museu vários instrumentos oceanográficos, utilizados na obtenção de dados e coleta da água, sedimento e organismos marinhos, como por exemplo:

  • Pegador “Van Veen”: utilizado para a coleta dos sedimentos e de sua fauna associada;
  • Garrafas de Nansen: coleta amostras de água para análises químicas, físicas e biológicas;
  • Perfilador CTD: obtenção instantânea de dados sobre a condutividade e temperatura da água;
  • Correntógrafo: faz a medição da intensidade e da direção das correntes oceânicas;
  • Batitermógrafo: equipamento mecânico para obtenção do perfil de temperatura da água;
  • Marégrafos: mede a variação da superfície do mar devido à ação das marés

O serviço do Museu também apresenta uma mostra de equipamentos utilizados em expedições oceanográficas, e princípios da Ciência Oceanográfica que está dividida em Oceanografia Geológica; Oceanografia Física; Oceanografia Química e Oceanografia Biológica. Tem um interessante “acervo vivo” que ilustra a informação apresentada.

BATIUSP

BATIUSP em exposição no Museu Oceanográfico da Universidade de São Paulo.
O batiscafo da Universidade de São Paulo “BATIUSP”, foi desenvolvido pelos físicos Paulo Mancuso Tupinambá e José Mário Conceição de Souza, e foi construído pela Indústria Paulista, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Instituto Oceanográfico da USP, e a Politécnica da USP, sendo financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e pelo BANESPA, visando o desenvolvimento de tecnologias subaquáticas.

Sua primeira imersão ocorreu próximo à Ilha de Alcatrazes, litoral norte de São Paulo. Atualmente faz parte do acervo do Museu Oceanográfico do IOUSP.

Sua origem se deu por um acidente, no instante da recuperação de marégrafos (aparelhos que, colocados sob bóias localizadas na superfície, mediam o nível do mar) que se desprenderam das bóias e caíram no fundo do mar, há aproximadamente 100 metros da superfície.



Essa foi a motivação inicial para a criação do batiscafo (BATIUSP), que é capaz de conservar a pressão adequada e condições de vida, ligada a um navio por um cabo eletromecânico – que garantia a comunicação telefônica com a USP – e pôde resgatar os marégrafos, já que a área tinha uma grande quantidade de tubarões. A Petrobrás foi quem melhor aproveitou esse conhecimento, que era até então exclusivo dos países desenvolvidos. O BATIUSP foi o primeiro submersível construído em um país emergente e o único desenvolvido por uma universidade.

Aquários

Diversos organismos marinhos encontram-se expostos no museu através de aquários, que reproduzem setores do ecossistema marinho, mostrando diferentes aspectos da estrutura física e dos organismos que os compõem. Há aquários marinhos de pequeno e médio porte que são utilizados para a apresentação, expondo ao visitante um pouco da biodiversidade marinha e do modo de vida de alguns de seus seres vivos. Além disso, podem ser observadas as diferentes formas de locomoção, modos de vida e as relações entre as espécies.

Esqueletos

Esqueleto da baleia de Bryde em exposição no Museu Oceanográfico da Universidade de São Paulo.
O Museu possui um esqueleto da Baleia de Bryde, Balenoptera edeni (comprimento médio de 15,5m e peso a cerca de 18ton), de 1972, encontrada na barra do rio Folha Larga, na região de Iguape, litoral sul de São Paulo e também um esqueleto de golfinho (representante da espécie Delphinus capensis), em que seu comprimento original era de 12,37 metros.

Foi encontrado em 1987, em Ilha Comprida, litoral sul de São Paulo. Além disso, há exposto um pinguim conservado em formol e álcool capturado na Antártica.

Painéis

Disposto no interior do Museu, é possível visualizar uma série de painéis com informações sobre oceanografia e seus diferentes temas, tais como: Ambiente Marinho, Formação da Terra, Oceanografia por Satélite, Poluição Marinha, Manguezais – Ecossistemas Entre a Terra e o Mar, Correntes e Circulação Oceânica, Importância dos Oceanos, Marés, Composição Química da Água Marinha, Organismos Marinhos e Gases Dissolvidos na Água do Mar.

Expo-Antártica

Maquete da Expo-Antártica no Museu Oceanográfico da Universidade de São Paulo.
São mostradas as expedições científicas realizadas pelo Instituto Oceanográfico na Antártica, como parte do Programa Nacional PROANTAR, em painéis fotográficos. Há também uma representação da sede do instituto de pesquisa na Antártica em forma de maquete. Possui também um pinguim preservado com formol e a roupa utilizada na Antártica.

Ciência numa Esfera

Projeto “Ciência numa Esfera” patenteado pela NOAA (Núcleo de Ciências Atmosféricas e Oceânicas dos Estados Unidos) e pela Agência Espacial Americana (NASA) no Museu Oceanográfico da Universidade de São Paulo.
A Esfera ou “Ciência numa esfera” é uma esfera de grande proporção que representa o planeta Terra (localizada em uma sala separada dentro do Museu). Foi a primeira a ser instalada no Hemisfério Sul.

Trata-se, na verdade, de um sistema de projeção de imagens obtidas por quatro projetores, sincronizados digitalmente. É uma ferramenta educacional destinada a ilustrar a Terra e seus diferentes fenômenos para públicos de todas as idades. Instalada no centro do auditório do museu, a esfera reproduz, através de vídeos: fenômenos oceanográficos, atmosféricos, geológicos e ecológicos. O espectador tem a sensação de estar observando o planeta a partir do espaço.

O sistema é patenteado pela NOAA (Núcleo de Ciências Atmosféricas e Oceânicas dos Estados Unidos) e pela Agência Espacial Americana (NASA). A S.O.S. ou simplesmente a Esfera é feita de policarbonato e tem aproximadamente 1,70 de diâmetro, que consiste em um globo de policarbonato, que recebe imagens a partir de quatro projetores sincronizados por um computador.

Visita Museu de Oceanografia no Butantã

O museu, localizado na Cidade Universitária, é aberto ao público em geral com visitas gratuitas, podendo ser explorado sem mesmo um instrutor ou monitor por contar com painéis explicativos e fácil interpretação das exposições artísticas, históricas e científicas. Mas, também pode ser agendada uma visita monitorada ao museu ligando para o local.

Horário de Funcionamento Instituto Oceanográfico no Butantã

  • Terça, Quinta e Sábado das 13h às 17h00

Endereço e Telefone Museu Oceanográfico no Butantã

  • Praça Oceanográfico, 191 – Vila Universitaria, São Paulo – SP
  • Telefone: (11) 3091-7149

Outras informações e site

Mapa de localização





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