Os 12 ex-alunos da USP (Universidade de São Paulo), detidos pela Polícia Militar na manhã de domingo (19), foram liberados após pagamento de fiança no valor total de R$ 2.280.
O grupo era formado por seis homens e seis mulheres, uma delas grávida que chegou a passar mal durante a ação policial. Eles foram presos por morarem irregularmente no alojamento do Crusp (Conjunto Residencial da USP), onde ficam as moradias dos estudantes. Todos foram encaminhados para o 14º Distrito Policial, em Pinheiros, zona Oeste de São Paulo.
A ação da PM de São Paulo e do Comando de Policiamento de Choque da PM ocorreu às 05h30 do domingo, no bloco G, onde moram cerca de 50 pessoas.
Os ex-alunos foram acusados de dano ao patrimônio e desobediência. Alguns estudantes que acompanharam a prisão alegam que o prédio será cedido a empresas privadas, o que teria motivado a desocupação.
William Santana, estudante de ciências sociais, afirma que no domingo a área foi sitiada pela polícia.
– Cercaram o local e não deixaram ninguém passar para ajudar os colegas que seriam presos. Não houve nenhum tipo de resistência porque o CRUSP estava vazio.
O motivo oficial da reintegração não foi informado pela USP. A PM afirma que o grupo, que era formado não só por estudantes, ocupava irregularmente o local desde março de 2010.
Segundo o movimento intitulado Moradia Retomada, os estudantes residiam nas salas do bloco G, espaço ocupado desde 2010.
Antes da ocupação, as salas eram usadas pela Coordenadoria de Assistência Social. Em dezembro do ano passado, o reitor João Grandino Rodas expulsou seis alunos que participaram dessa ocupação.
Segundo a reitoria, eles foram, entre outras coisas, responsabilizados pelos prejuízos causados. O processo de desocupação já tramita na Justiça.
A estudante de letras, Duane Santos, afirma que a maioria eram estudantes regulares da USP.
– Alguns alunos sofreram processos administrativos por causa da ocupação de 2010 e tiveram as matrículas canceladas.
Fonte: R7


