erca de 60 estudantes fazem, na tarde desta segunda-feira, um protesto contra as expulsões de seis alunos da Universidade de São Paulo (USP) no último fim de semana em razão de terem participado da invasão do Coseas (Coordenadoria de Assistência Social), ocorrida em março. A expulsão foi publicada no Diário Oficial do estado deste sábado. Os alunos expulsos teriam desrespeitado o Regimento Interno da Universidade, segundo despacho assinado pelo reitor da USP, João Grandino Rodas. Eles são moradores do Crusp (Conjunto Residencial da USP), e participaram de uma invasão do bloco da sala da assistência social para reivindicar a melhoria nas condições de moradia e o aumento do número de vagas no conjunto residencial da universidade.
Os manifestantes estão reunidos em frente ao prédio da reitoria, no bairro do Butantã, com faixas com os dizeres “Não à repressão” e “Não às expulsões”. Os alunos estão batucando e usam megafones para gritar palavras de ordem contra o reitor José Grandino Rodas. Não há policiais militares no local. A entrada do prédio da reitoria é vigiada apenas por funcionários da guarda universitária.
Os estudantes que foram expulsos pretendem entrar com uma ação em conjunto para reaver as vagas. Eles acusam a USP de os terem expulsado por sua atuação política dentro da universidade.
– A expulsão faz parte do projeto para eliminar qualquer tipo de movimento político dentro da universidade – Jéssica Trinca, de 26 anos, aluna do terceiro ano do curso de Letras, uma das expulsas.
A direção da universidade atribuiu a expulsão ao sumiço de documentos durante a ação de 2010. Jéssica garante que não há nenhuma prova no processo administrativo da expulsão de que isso tenha acontecido. Os estudantes afirmam, ainda, que as expulsões foram anunciadas em dezembro, no período de férias, para evitar que houvesse grande manifestação dentro da universidade.
Fonte: O Globo
