Diretor de faculdade da USP diz que se sente inseguro no campus Butantã

O diretor da FEA (Faculdade de Faculdade de Economia e Administração) da USP, Reinaldo Guerreiro, disse na manhã desta quinta-feira (19) que se sente inseguro no campus da universidade. Na noite desta quinta-feira (18) o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, aluno do 5º ano de Ciências Atuariais, foi baleado na cabeça por volta das 21h30 no campus Butantã.

– Eu me sinto aqui [USP] tão seguro como no resto de São Paulo. Ou seja, inseguro.

Segundo o diretor, a segurança do campus deve prioridade da reitoria. Ele também defendeu um novo programa nesta área e a volta da discussão sobre a presença da Policia Militar no campus.

Gurerreiro ainda afirmou que tem controle apenas sobre a segurança da faculdade, ou seja, da FEA, e ainda ressaltou que na instituição o projeto de segurança já está sendo implementado. Segundo o diretor, serão instaladas 150 câmeras nas salas, nos corredores e na área externa.



De acordo com ele, a iluminação ao arredor do prédio também foi melhorada e catracas devem instaladas nas entradas em breve.

O diretor de Comunicação do Centro Acadêmico da FEA-USP, Antonio Ravioli, que estuda a noite no campus, disse ao R7 que tem amigos que já foram “assaltados ou sofreram sequestro relâmpago” no campus.

– Aqui a noite é muito escuro e, portanto, inseguro. Mas a gente se convencia que algo desse tipo não podia acontecer.

Ravioli também explicou algumas das medidas propostas na carta aberta entregue à reitoria, depois da marcha de cerca de 200 pessoas na manhã desta quinta-feira em direção à sede da reitoria.

– São medidas que são fáceis para implementar e que tem baixo custo. Coisas como melhorar a iluminação do campus e o efetivo de vigilantes. E ter um diagnóstico melhor da situação da segurança na universidade.

Fonte: R7



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