Reciclagem de lixo eletrônico da USP – Butantã tem apoio dos EUA

O Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP contará com o apoio de participantes do S-Lab (Laboratório de Sustentabilidade) da Sloan School do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, para o reaproveitamento e a reciclagem de materiais de informática – hard disks, drives e placas, entre outros. Os norte-americanos auxiliarão no desenvolvimento de um plano para a Cadeia de Transformação de Resíduos de Informática, o chamado lixo eletrônico, mais conhecido como e-waste.

O CCE recebeu a visita de dois pesquisadores do instituto dos EUA. O objetivo do encontro foi analisar o sistema de reaproveitamento feito na unidade e estabelecer diretrizes para a elaboração do plano. “Em nosso laboratório de manutenção existe uma política de reaproveitamento preestabelecida. Um monitor de vídeo, por exemplo, pode nos fornecer uma peça para a reforma de outro”, conta o chefe da seção técnica de atendimento ao usuário de informática, Irã Margarido.

Segundo ele, num primeiro momento o CCE funcionará como unidade-piloto do projeto. Posteriormente, a idéia é estender a experiência a todas as unidades da universidade, com o apoio da Agência USP de Inovação. “Trata-se de um projeto pioneiro para o câmpus universitário, tanto no Brasil como no exterior, que deve servir de referência para que outras universidades possam também reciclar seu e-waste, colaborando para o equilíbrio do nosso ecossistema e evitando o uso inadequado dos resíduos de informática”, avalia a professora Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. Destinação – O Centro de Computação Eletrônica é o responsável pelo atendimento em informática a todas as unidades do câmpus Butantã (capital). A idéia de estabelecer o plano surgiu no ano passado, quando a diretora do centro criou a Comissão de Sustentabilidade. Como etapa inicial do trabalho, está sendo realizado o levantamento do volume de lixo eletrônico produzido pelo CCE e as alternativas para sua reciclagem.



De acordo com Irã Margarido, ainda não há uma política definida de destinação desse material nas unidades da USP. “Em algumas delas, quando os aparelhos não ficam ‘encostados’ são reformados e doados a ONGs ou outras entidades”, diz. Vigora também um sistema de troca entre as unidades, por meio da manifestação de interesse por equipamentos que não estão em uso. Mesmo assim, ocorrem casos de placas e outros componentes depositados em lixos comuns.

Segundo o Anuário Estatístico da USP 2007, o seu parque de informática possui 37.420 microcomputadores. “Um equipamento tem vida útil média de três anos. Após esse período, em muitos casos, já não é possível realizar um trabalho de expansão de memória, o que torna obrigatória a aquisição de um novo equipamento”, ressalta Irã. Nas unidades do interior, existem centros locais que também deverão participar do projeto.
Fonte: Agência USP de Notícias



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