Orquestra de Cordas Dedilhadas Ipê se apresenta no CEU Butantã

Participar de uma orquestra de cordas agora é um sonho possível para crianças e jovens da periferia. Projeto musical Orquestra de Cordas Dedilhadas Ipê, desenvolvido pela Instituição Filantrópica “Associação Pela Família”, no EJA – Jardim Jaqueline, tem o intuito de democratizar o acesso à música e levar à comunidade a arte musical como parte da formação do indivíduo.

Com mais de três anos de existência o projeto, gratuito, incentiva a prática instrumental de violão por meio de aulas de música que ensinam o manuseio do instrumento, o conhecimento teórico-musical e a prática instrumental em orquestra de cordas dedilhadas.

O professor e organizador da Orquestra de Cordas, Clayton Ribeiro explica que para participar do projeto basta “possuir instrumento e vontade de aprender”. Moradores do Jardim Jaqueline e arredores, a partir de 14 anos, estão convidados para fazer parte do projeto e aprender mais sobre a arte instrumental.

Com formação especializada em violão (erudito e popular), guitarra, e composição, e tendo já realizado estudos com diversos compositores, como por exemplo Arrigo Barnabé, o professor Clayton esclarece que o título que dá nome a Orquestra foi criado com o “intuito de abranger a gama de instrumentos da família de cordas dedilhadas, porém atualmente trabalhamos com violões, e já possuímos uma guitarra, mas outros instrumentos”, conclui, “a entrada na orquestra é bem difícil, pois a procura por participação é pequena”.




Atualmente, são duas turmas separadas por níveis de iniciantes e intermediários, sendo cerca de 10 alunos por turma.

Com um repertório eclético, que vai desde a música popular, erudita até trilhas sonoras de cinema, Clayton ressalta que as aulas propiciam uma “formação ética-cultural de cada individuo, além do desenvolvimento do senso crítico, da disciplina, do compromisso, da responsabilidade e da socialização”. Ministrar essas aulas traz um desafio especial para Clayton, que a cada aula leva aos alunos “novas formas de manifestações culturais, além das apresentadas pela mídia no cotidiano”, proporcionando “um senso de abertura para a reflexão e análise, com o intuito de ampliação dos conhecimentos, e refinamento de um gosto mais apurado”.

A Orquestra já realizou concertos na Biblioteca Camila Cerqueira César, Colégio Nossa Senhora das Graças, Nova Escola, entre outros espaços públicos, como o Teatro Carlos Zara, no CEU Butantã, onde voltam este domingo (28/8), para apresentação especial às 14h.

Fonte: Prefeitura de São Paulo





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