Polícia de SP deixa 233 carros novos parados em pátio no Butantã

Uma frota de 233 veículos adquirida pelo governo de São Paulo para ser utilizada pela Polícia Científica na elucidação de crimes está parada em um pátio da zona oeste de SP há cerca de um mês.

O governo paulista diz que a frota só não foi distribuída porque está sendo finalizada a documentação dos veículos -cuja responsabilidade de emissão é do próprio Estado.

Ele não informa, porém, nenhum prazo para colocar os novos veículos em circulação.

Integrantes da cúpula da Segurança Pública disseram à reportagem que os carros estão parados, acumulando poeira, devido à intenção de entregá-los à população em solenidade com o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Assim, a polícia aguardaria uma agenda do tucano para poder distribuir os veículos às suas unidades de destino.

Oficialmente, a secretaria nega que haja uma espera pelo governador. Ela diz que os carros chegaram ao pátio em lotes, entre 3 e 12 de abril, mas que ainda não há data para serem liberados aos policiais.

A pasta não explicou se houve algum problema nessa obtenção dos documentos para justificar a demora.

Despachantes no bairro do Butantã ouvidos pela reportagem afirmaram que a demora para emplacar e para emitir os documentos (atribuição do próprio Estado) costuma ser inferior a três dias.



Os veículos estão parados no pátio da Superintendência da Polícia Científica, no bairro do Butantã –154 deles são para o Instituto de Criminalística e os outros 79 para o Instituto Médico Legal.

Integrantes desses órgãos afirmam que parte dos carros chegou há dois meses.

Eles afirmam que dois terços da frota da Polícia Científica está em más condições –alguns são Volkswagem Santana da década de 1990 e com mais de 500 mil km rodados.

A Secretaria da Segurança não informou qual é a frota atual. Peritos estimam ser cerca de 500 os veículos do IC e cerca de 100 os do IML.

A secretária de finanças do Sindicato dos Peritos Criminais, Maria Márcia da Silva, diz que a grande reclamação da categoria é de pessoal.

“O que nós precisamos é de gente. Se carro fosse prioridade, eles já teriam sido entregues e não estariam no pátio esperando”, afirmou.

Fonte: Folha.com



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